Devo ser..

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Aracaju, Sergipe, Brazil
Uma jovem e observadora Jornalista a descobrir os próprios caminhos. Amante dos mais simples detalhes e singelezas da vida, das artes e dos amores, em busca de evolução pessoal.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tristesse

“E quando um frio invade a alma e arrepia a espinha?”, pensou. Nada que digo parece ser ouvido. Brado algum ecoa no ar que respiro... tampouco atinge o alvo em que miro. E então vem a sensação de impotência diante da inércia e apatia reinantes... não minhas, mas de outrem. Escolhas conscientemente erradas, baseadas num equivocado passado que teima em não passar - talvez porque não o deixem mesmo ir.

“Se bem soubessem do vazio que impera e que me traga para dentro de um buraco negro de solidão e revolta... onde não há oxigênio, onde quase morro de falta de ar...”, disse ela. Porque queria sentir o sangue correr pelas veias, o coração pulsar mais forte e um chacoalhar que me dissesse que não, eu não morri... ainda. “Posso e devo ser ouvida e entendida, aceita e atendida. Mas, enquanto isso não acontece, o que me resta?”.


A resposta surgiu como um tímido e suspirado sussurro: "Lamentar e escrever".


domingo, 14 de novembro de 2010

Súplica a Yansã

Ardentes como as quentes areias terrenas 
Pairam no ar dúvidas que jamais pensei
Brisas me aliviam as maçãs, já morenas
E anunciam ventanias que jamais busquei

Na imensidão do mar azul, mensagem.

Onde afogo profundos pensamentos meus
À mãe Yansã, após justa homenagem,
Peço alegria em cada triste adeus

Que Ela domine as cruéis tempestades

Que porventura me estejam a circundar
E governe rajadas de raios e luzes
Para afastar todo o mal que se me aproximar

Se me ouvindo 
estiveres, aguerrida guerreira
Concede-me a força, a coragem e o poder
Que te fazem tão bela, altiva e fagueira
Que nem Xangô e Ogum lhe puderam conter

Empunha a adaga e o chicote cintilante

Protege-me e guia-me nas escolhas vitais
Dá-me sabedoria e a tua graça vibrante
Epahei Oyá! E Axé a todos os Orixás!